BIM – AUMENTO DE PERFORMANCE DO MODELO – HARDWARE

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Uma vez definido o Template de trabalho, chega a hora de estabelecer a forma como as informações serão trabalhadas e como se dará o fluxo de dados dentro do escritório de projetos. As “Boas Práticas” vão além da forma como se modela, a nomenclatura que utilizamos para designar os objetos ou o alinhamento de níveis de desenvolvimento utilizados no modelo e suas famílias.

Uma série de fatores devem ser levados em consideração para que o seu modelo BIM tenha um bom desempenho, de forma que os dados fiquem leves e consigam interagir com outras aplicações em seu computador. Vamos listar os principais quesitos abaixo:

PROCESSADOR – Em testes realizados pela própria Autodesk, verificou-se um aumento “significativo de desempenho” dos modelos BIM em computadores com processadores de múltiplos núcleos (multicore) e com capacidade de processamento superior a 3Ghz. Caso não possua um processador com mais de 3GHZ pode-se fazer o “overclok”, mas fique atento às especificações do fabricante para não causar “super aquecimento” no equipamento.

HD OTIMIZADO – O uso dos HDs SSD têm favorecido seus usuários com aumento substancial de performance, porém este quesito, isoladamente, não será o responsável por um aumento de desempenho. É necessário que o HD, mesmo que mecânico, esteja organizado, para isso podemos fazer uso do “desfragmentador de discos” periodicamente. Em estudos realizados por cientistas computacionais, quanto maior o número de janelas de Clusters em seu HD, maior será o tempo que o processador precisará para encontrar as informações necessárias. Esta disca se aplica também à nomenclatura dos arquivos, que são encontrados mais facilmente, quando possuem uma nomenclatura “não composta”. Exemplo: ao invés de utilizarmos o nome ARQUIVO 02.EXT, podemos fazer uso do ARQUIVO_02.EXT. Esta é uma atitude simples que faz a diferença na hora de executar o comando SEARCH do Windows.

PLACAS DE VÍDEO – Os fabricantes de software recomendam “enormemente” o uso de Placas de Vídeo “dedicadas”, ou seja, que não divide recursos com o vídeo utilizado pelo sistema operacional. Este tipo de placa é utilizada exclusivamente para softwares gráficos, não interferindo na memória de vídeo local. Neste quesito não se deve economizar, mas no caso de restrições orçamentárias recomenda-se no mínimo 1GB.

ACELERADOR DE HARDWARE – Outra forma de aumentar o desempenho de seu modelo é fazer uso de aceleração de Hardware. Esta é uma opção presente em softwares como ARCHICAD e AUTODESK REVIT e que tem a função de reduzir serrilhados, suavizar silhuetas e favorecer efeitos de sombra.

MEMÓRIA RAM – Recomendação dos principais fabricantes: Min 4GB. A quantidade máxima de memória RAM não possui limites, respeitando a capacidade de processamento do equipamento e balanceando seu uso. Não há ganhos de desempenho em um computador com processador i3 e 24 GB de memória RAM, ou seja, muita memória e pouca capacidade de processamento.

No próximo post abordaremos as melhores práticas a serem aplicadas no “modelo BIM” para que haja um aumento do desempenho.

Bons Estudos e Ótimos Projetos!

 

 

 

 

 

 

BIM – AUMENTO DE PERFORMANCE DO MODELO – BOAS PRÁTICAS

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Já tratamos dos principais quesitos de HARDWARE no artigo anterior, agora vamos para a “mão na massa”. Como operar o modelo de forma leve e coerente, sem gerar conflitos de processamento e arquivos inoperáveis (Os itens relacionados abaixo foram testados no Autodesk REVIT).

LINKS – Sempre que possível, faça uso de links. Não encare o desafio de elaborar um modelo de Elétrica ou Hidráulica sobre a arquitetura “nativa”, isto deixará o arquivo muito pesado, principalmente se ele for trabalhado em Workshre (Revit). As boas práticas recomendam que um arquivo BIM não deva exceder 100 MB de espaço, para facilitar a transferência entre softwares de gerenciamento de ficheiros como “Autodoc” e “ConstruManager”.

Outra situação que envolve LINKs e que pode comprometer a Performance do modelo é a existência de LINKS dentro de LINKS., ou seja, quando se estabelece um LINK com um modelo vinculado com outros usuários, ou que possuam LINKs com outros modelos.

WORKSHARE – Sempre que atuar em Workshare, onde há um responsável pelas atividades e gerenciamento das permissões, peça para que os elementos a serem trabalhados sejam destinados ao WORKSET de cada profissional. Deixar os elementos livres no modelo pode ocasionar “apoderamento indevido” de elementos com apenas um clique, o que pode tornar as coisas tumultuadas quando profissionais trabalham em conjunto. Quando seleciona-se um objeto na tela ele “automaticamente” passa a ser de sua propriedade, e impede que outro profissional o utilize. Sempre que isto ocorre uma notificação de empréstimo (BORROWERS) será emitida, a fim de que o profissional detentor daquele elemento o libere para edição.
Em caso de LINKS de arquivos pesados, dependendo do caso, o arquivo fica mais leve se quebrarmos o link e vincularmos o arquivo localmente (unidade local C:).

MATRIZES –O comando ARRAY poupa muito trabalho em algumas tarefas, mas pode se tornar um problema se não for devidamente aplicado. Cópias geradas através do comando ARRAY (REVIT, por exemplo) podem ser utilizadas sem preocupações, porém quando as cópias interferem no comportamento das demais, verificada a situação onde a opção “GROUP AND ASSOCIATE” estava selecionada, a situação se inverte e o arquivo passa a exigir muito mais processamento do que o normal, o que pode deixar o modelo pesado.

RESTRIÇÕES GEOMÉTRICAS e DIMENSIONAIS– Este recurso é muito utilizado em conjunto com REFERENCE PLANES, REFERENCE LINES ou SCOPE BOX. Sempre que tentarmos fazer alterações em objetos com restrições geométricas ou dimensionais mensagens de erro podem interromper o trabalho ou prejudicar o andamento de atividades em WORKSHARE.

AMBIENTES (ROOMS) – Este é um recurso muito utilizado em análises e simulações, porém tomam um tempo adicional de processamento, pois o programa tem que verificar incoerências ou interferências antes da confirmação de qualquer comando.
Em casos onde muitas análises são feitas sobre a região (Room) o processamento pode ser demorado. é recomendado que se ative a menor quantidade de análises possível, por exemplo: – Desativar a opção de cálculo de volumes pode acelerar o processo, tendo em vista que este recurso só é útil em projetos que destacam cálculos de conforto térmico e ventilação (HVAC).

ARQUIVOS DWG – Evite incorporar arquivos DWG ao seu projeto, se possível vincule o arquivo. A entidade DWG toma muito tempo de processamento e em caso de desmembramento EXPLODE, pode tornar 1 entidade em milhares, dependendo do caso.

FAMILIAS – Evite o uso “excessivo” de famílias paramétricas e com alta definição. Para resolver o problema dos “detalhes” de visibilidade de alguns itens é recomendado desenhá-los em 2D no seu respectivo plano, ao invés de modelar um elemento 3D, e nestes casos é recomendável restringir a visibilidade do item em planos em que sua visibilidade é desnecessária.
Na criação de famílias evite a utilização de elementos do tipo VOID. Recomenda-se modelar o elemento já prevendo as aberturas necessárias.
Evite do uso de famílias vinculadas (com HOST) à parede ou ao teto, pois estes elementos estarão sempre à mercê de  pequenas alterações, que podem estar fora do controle do usuário (Links, por exemplo).
Opte por criar uma biblioteca de famílias, com banco de dados vinculado (Access, por exemplo). Nunca armazene todas as famílias em um único Template, recomenda-se armazenar no Template apenas famílias de sistema (paredes, pisos etc…)

MODELE DE FORMA ECONÔMICA – Evite que alguns detalhes de objetos e famílias sejam exibidos em escalas específicas, ou em virtude do nível de detalhamento (COARSE, MEDIUM ou FINE).
Enquanto o projeto não for definido 100% prefira utilizar modelos genéricos de estruturas, fixadores, placas etc…

GRUPOS E CONJUNTOS– Os grupos facilitam muito nossas vidas, principalmente quando se opera com um modelo com pavimento tipo, apartamento tipo ou sistema padrão, porém podem fazer sua máquina “travar” em alguns casos, por isso evite:

  • Replicar Grupos onde as paredes estão vinculadas a um pavimento e não com uma altura desconectada. Toda a vez que um grupo com estas características for replicado para o pavimento superior o computador deverá recalcular os níveis utilizados para cada parede, individualmente, o que pode ocasionar lentidão e até travamento do sistema;
  • Evite espelhar grupos;
  • Apagar grupos que não estiverem em uso;

IMAGENS RASTER – Evite armazenar junto do arquivo imagens externas. Restrinja-se a manter apenas imagens indispensáveis como logotipos e indicadores de modelo.

PAREDES / ESTRUTURAS – Evite criar paredes ou colunas que excedam os limites de seu respectivo nível, isso pode criar vínculos indesejáveis entre os pavimentos, aumentando significativamente o processamento em seu computador.

VISTAS – Evite deixar muitas janelas de vista na mesma tela, isto aumenta a quantidade de processamento. Sempre que possível ative o comando CLOSE HIDDEN, do painel WINDOWS na guia VIEW. Com isso apenas a instância que está sendo utilizada será exibida.

Estas são apenas algumas dicas, retiradas do site da Autodesk e vivenciadas por mim em vários projetos.

No próximo Post apresentarei alguns recursos que auxiliarão projetistas nos modelos MEP, para alcançar maior eficiência em suas atividades.

Bons Estudos e ótimos Projetos!